Perigos do Aspartame – Porque deixar de Consumir?

Os adoçantes artificiais, chamados de edulcorantes, surgiram como alternativa mais saudável ao açúcar. Porém nada têm de saudável, sendo mais perigosos, em geral, que o açúcar.

O aspartame e outros adoçantes são bastante recomendados a pessoas diabéticas ou a quem quer perder peso. Porém os seus efeitos são exatamente o contrário do publicitado, pois:

☑️ o aspartame piora mais a sensibilidade à insulina do que o açúcar;

☑️ os adoçantes artificiais causam ganho de peso, por dois motivos:  danificam a microflora intestinal, aumentando o risco tanto de obesidade como de diabetes e levam a uma fome por hidratos de carbono (eles enganam o cérebro fazendo-o pensar que o corpo está recebendo açúcar (calorias), mas como o açúcar nunca chegas às células, o corpo continua a dar sinal de que necessita de mais, o que leva à compulsão de comer mais em busca de hidratos de carbono que depois virarão açúcar).

Os adoçantes artificiais não estão apenas nas gotas ou drageias adoçantes para  café e afins. Eles estão presentes em diversos produtos alimentares.

Produtos com Aspartame.jpg

É o caso do Aspartame. O adoçante mais comum utilizado em bebidas, refrigerantes e uma extensa variedade de produtos alimentares. Se vir a indicação sem açúcar, diet, light ou Low carb desconfie e leia o rótulo. Ex.: rebuçados para a tosse, pastilhas elásticas, barritas, refrigerantes, bebidas energéticas, drageias refrescantes para o hálito, iogurtes, crackers, pipocas, bolachas, etc

Mas vamos lá saber o porquê.

História do Aspartame

Aspartame

Outros nomes para Aspartame: APM, Aspartyl-phenylalanine-1-methyl ester, AminoSweet

É cerca de 180 vezes mais doce que o açúcar e a sua aprovação pelo FDA (Departamento de Administração de Drogas e Alimentos Americano) foi um processo controverso cheio de pesquisas adulteradas.

A descoberta do aspartame aconteceu por acaso em 1965. James Schlatter, um químico da empresa G.D. Searle, sintetizou o aspartame num dos passos intermédios ao tentar encontrar uma droga anti-úlcera. Porém ao manuseá-lo ficou com os dedos contaminados e ao lamber os dedos para levantar uma folha de papel, descobriu a sua intensa doçura.

Assim, o aspartame foi introduzido no mercado como substituto do açúcar, mas pouco tempo depois em 1969 foi banido pelo FDA (Departamento de Administração de Drogas e Alimentos Americano) por provocar cancro de bexiga em ratos. As partir daí seguiu-se uma série de jogadas da indústria alimentícia/farmacêutica para que este fosse reintroduzido no mercado:

– 1974: foi aprovado para produtos secos, mas dadas as objeções do Dr. John W. Olney, do advogado dos consumidores James Turner e de investigações à pesquisa da G.D. Searle levaram o FDA a colocar a aprovação do aspartame sob apreciação;

– 1980 a 1985: foram efetuadas diversas pesquisas sobre Aspartame: 74 financiadas pela Searle (empresa sua produtora) alegaram a segurança do aspartamente e 91 dos 92 não financiadas pela Searle, acusaram efeitos colaterais.

– 1981: foi definitivamente aprovado para produtos secos.

–  1983: foi aprovado para bebidas carbonatadas.

– 1985: a Monsanto (indústria que comercializa os mais controversos agrotóxicos pelo mundo) comprou a G.D. Searle e separou-a em Searle Produtos Farmacêuticos e NutraSweet. Como era uma empresa nova, tinha o nome limpo e não seria tão facilmente associada ao historial da Searle, no que toca à produção do aspartame.

– 1988: 80% das reclamações sobre aditivos alimentares feitas ao FDA eram queixas sobre o aspartame. Entre essas reações destacam-se ataques apoplécticos e morte.

Perigos que provoca o Aspartame

Efeitos colaterais do Aspartame.jpg

Efeitos colaterais registados provocados pelo aspartame: dores de cabeça e enxaquecas, vertigem, ataques apopléticos, dormência, entorpecimento, espasmos musculares, ganho de peso, erupções cutâneas, depressão, fadiga, irritabilidade, taquicardia, insônia, problemas visuais, perda auditiva, palpitação cardíaca, dificuldades respiratórias, ataques de ansiedade, prejuízos na fala, redução da capacidade gustativa, zumbido, vertigem, perda de memória, lesões hepáticas (no fígado), comportamento agressivo, tendências suicidas e dor articular. E ainda, segundo pesquisadores e médicos que estudaram os efeitos adversos do aspartame, o mesmo pode ativar ou piorar tumores cerebrais, esclerose múltipla, epilepsia, síndrome de fadiga crônica, doença de Parkinson, Alzheimer, retardo mental, linfoma, defeitos de nascimento, fibromialgia e diabetes.
Dr. Soffritti com o The Cesare Maltoni Cancer Research Center of the European Ramazzini Foundation realizou estudos em ratos, onde estes desenvolveram linfomas, leucemias e outros cancros. Tal comprovou o efeito multi-carcinogénico do aspartame, mesmo com o consumo de apenas 20 mg/kg de peso corporal, valor bastante inferior à dose máxima diária comummente indicada de 50mg/kg.

Então dá para perceber que quando o aspartame começou a ser mais comum em Portugal já trazia um historial de comprovada ação prejudicial…

Composição do Aspartame.jpgO aspartame ao ser metabolizado pelo organismo, separa-se em:

1 – Ácido Aspártico (40% da composição do aspartame)
2 – Fenilalanina (50%)
3 – Metanol (10%)
4 – Diketo piperazine (DKP) – subproduto da metabolização do Aspartame

Ácido aspártico.jpg

Dr. Russell L. Blaylock (professor de neurocirurgia da Universidade Médica do Mississippi e maior autoridade mundial em excitotoxinas) provou com base em cerca de 500 referências científicas que o excesso aminoácidos excitatórios livres no sangue, como o ácido aspártico e o ácido glutâmico, são nocivos para o organismo por elevarem significativamente os níveis de aspartato e glutamato em certas áreas do cérebro.

O que são o Ácido Aspártico e o Ácido Glutâmico?

São aminoácidos não essenciais (aminoácidos que o organismo consegue produzir nas quantidades requeridas) presentes nos alimentos na sua forma natural com ligações a proteínas. Porém quando ingeridos na sua forma livre (sem essas ligações), como no aspartame, tornam-se neurotoxinas, causando ambos os mesmos efeitos prejudiciais no organismo.

Amoácidos excitatórios e excitotoxinas.jpg

Nota: O Ácido glutâmico é 99% da composição do glutamato monossódico (MSG). O MSG também conhecido como ácido D-glutâmico, o qual não existe na natureza sendo fabricado quimicamente, é muito utilizado como condimento intensificador de sabor em comidas chinesas e em diversos produtos existentes nos supermercados como Cheetos. O ácido glutâmico e o MSG são fontes de glutamato livre (que dá o sabor umami que em japonês significa delicioso) e são metabolizados da mesma forma pelo organismo humano.

O que são Excitotoxinas?

São neurotransmissores que “excitam” ou estimulam em excesso os neurónios, levando-os à morte.

Como é o neuronio Versão simplificada

COMO? As excitotoxinas permitem uma entrada excessiva de cálcio Ca2+ nos neurónios, o qual ativa a produção de enzimas que vão danificar as estruturas celulares, como o citoesqueleto, a membrana e o ADN, levando à morte dos neurónios.

Citoesqueleto neuronal.jpg

A barreira sangue/cérebro (BHC – barreira hemato-cefálica), que protege o cérebro de diversas toxinas como o excesso de glutamato e aspartato, tem limitações, pois

– não protege completamente todas as áreas do cérebro;
– permite a entrada de glutamato e aspartato em excesso no cérebro;
– durante a infância ainda não está completamente desenvolvida;
– é danificada por diversas condições crónicas e agudas.

O que provoca o excesso de Glutamato e Aspartato

Esse excesso de glutamato e aspartato começa lentamente a destruir neurónios em determinadas áreas do cérebro, sendo que quando começam a aparecer os sintomas de doenças crónicas, já 75% ou mais das células neuronais dessas áreas morreram. Exemplos de doenças crónicas que estão relacionadas com a exposição prolongada a estas excitotoxinas:
• Esclerose múltipla
• Esclerose lateral amiotrófica
• Perda de memória
• Problemas hormonais
• Perdas auditivas
• Epilepsia
• Doença do Alzheimer
• Doença de Parkinson
• Hipoglicemia
• AIDS
• Demência
• Lesões de cérebro
• Desordens Neuro-endócrinas

neurónios e alzheimer.jpg

Além destas doenças, foi informado ao FDA, o aparecimento de diversas reações provocadas pelo excesso de glutamato e aspartato como:

  • Dores de cabeça e enxaquecas
  • Náuseas
  • Dores abdominais
  • Fadiga (entrada de glicose de quarteirões suficiente em cérebro)
  • Distúrbios de sono
  • Distúrbios visuais
  • Ataques de ansiedade
  • Depressão
  • Asma
  • Distúrbios de memória e equilíbrio
  • Distúrbios de fertilidade
  • Problemas dermatológicos

Tendo em conta que uma das queixas mais comuns entre as pessoas que consomem aspartame é a perda de memória. É irónico o fabricante de aspartame G.D. Searle, em 1987, ter feito pesquisas para encontrar uma droga que tratasse a perda de memória provocada por aminoácidos excitatórios.

Convém mencionar que o risco destas excitotoxinas é bem grande em bebés, crianças, mulheres grávidas, idosos e pessoas com problemas crônicos de saúde.

Até a Federação de Sociedades Americanas para Biologia Experimental (FASEB) em Julho 1992 declarou ser prudente mulheres grávidas ou em idade de fértil, bebês, crianças e indivíduos com desordens emocionais evitarem a ingestão de ácido glutâmico livre sob a forma de suplemento.
Todavia tal conselho aplica-se também ao ácido aspártico do aspartame, dado agir da mesma forma que o ácido glutâmico, causando os mesmos efeitos prejudiciais.

Entre as pesquisas ao aspartame, destaca-se a realizada por John Olney, neuro-cientista, pesquisador e professor do departamento de psiquiatria da Escola de Medicina da Universidade de Washington, que informou à Searle em 1971 que o ácido aspártico produzia buracos nos cérebros de ratos.

Fenilalanina.jpg

O que é a Fenilalanina e o que provoca

A Fenilalanina é um aminoácido essencial, ou seja, não é sintetizado pelo organismo, tendo de ser obtido através dos alimentos. Está presente em todas as proteínas vegetais ou animais e normalmente encontra-se no cérebro. Porém quando em excesso no cérebro pode levar à morte.

Há uma desordem genética hereditária chamada fenilcetonúria (detetada no teste do pezinho) em que o organismo não consegue metabolizar a fenilalanina, havendo o risco deste aminoácido chegar a níveis excessivos no cérebro, podendo levar à morte. As pessoas com esta desordem que ingerem fenilalanina podem ter diversos sintomas de toxicidade, incluindo atrasos mentais em crianças, distúrbios intelectuais nos adultos, convulsões, problemas de pele e cabelo, deficiência mental e até mesmo invalidez permanente.

Porém, foi demonstrado que muitas pessoas, mesmo sem fenilcetonúria, que ingeriram aspartame em grandes quantidades e a longo prazo, mostraram ter níveis excessivos de fenilalanina no sangue. Aliás até uma única utilização de aspartame faz elevar os níveis de fenilalanina no sangue.

Assim, ao ingerir aspartame, especialmente junto com hidratos de carbono (carboidratos), ocorre um excesso de fenilalanina no sangue e posteriormente no cérebro, podendo:

– reduzir os níveis de serotonina no cérebro (hormona do bem-estar), levando a desordens afetivas como a depressão.

– originar quadros de esquizofrenia ou abrir uma suscetibilidade para ataques apoplécticos.

O artigo “ An aspartame nightmare” publicado no “Wednesday Journal”, relata a experiência de John Cook. Ele começou a beber seis a oito bebidas diet todos os dias e registou sintomas de perda de memória, enxaqueca frequente, necessidade de mais bebidas adoçadas com aspartame, amplas variações de humor com violentas crises de agressividade e 80 mg/dl de fenilalanina no sangue. Ficou demonstrado que houve alteração nas funções cerebrais e danos cerebrais. Após abandonar o uso de aspartame, os seus sintomas tiveram uma dramática melhora.

Além disso, segundo o Dr. Louis J. Elsas o aspartame é especialmente perigoso para crianças e fetos.

Por outro lado, os primeiros estudos que examinaram a ação da fenilalanina no cérebro foram imperfeitos, pois segundo:

– o Dr. Louis J. Elsas a fenilalanina é metabolizada muito mais eficientemente por roedores do que por humanos. Logo testes em ratos vão dar sempre melhores resultados, não transparecendo os reais efeitos que causam nos humanos.

– o Dr. Blaylock demonstrou que os testes não devem ser apenas à média de concentração encefálica, mas a determinadas regiões do cérebro como o hipotálamo, o bulbo e o corpo estriado, as quais após análise, registraram elevados níveis de fenilalanina.

Desta forma os primeiros estudos sobre a segurança da ingestão do aspartame, tiveram diversas lacunas.

A par do uso excessivo de aspartame houve um aumento nas vendas de drogas do grupo ISRS (inibidores seletivos de recaptação de serotonina) como o Prozac (propriedade da empresa Eli Lilly que comprou à Monsanto os direitos de produção da hormona de crescimento bovina) e drogas para controlar esquizofrenia e ataques apopléticos.

metanol.jpg

O que é o Metanol e o que provoca

O Metanol (álcool de madeira) é um veneno mortal. Quando está presente num alimento como fruta ou vegetal, ele liga-se à pectina e é eliminado com segurança do organismo. Porém na sua forma livre, a história é diferente…

Quando o grupo metil do aspartame se encontra com a enzima quimiotripsina, o metanol liberta-se ficando na sua forma livre e é gradualmente lançado no intestino delgado, sendo rapidamente absorvido.

Além disso quando o aspartame é aquecido acima dos 30°C, o metanol fica imediatamente na sua forma livre. Tal aquecimento acontece quando o produto que contém aspartame foi mal armazenado ou quando é um produto que necessita de algum tipo de cozimento.

Apesar desta informação ser do conhecimento do FDA, em 1993 este aprovou o aspartame em diversos produtos alimentares mesmo sujeitos a aquecimento acima dos 30ºC.

No corpo, o metanol degrada-se em:

– ácido fórmico: veneno de formigas.

– formaldeído: carcinogéneo e neuro-tóxico mortal, que além de provocar dano à retina, pode interferir com a replicação do ADN e causar defeitos congênitos.

Segundo o EPA (Enviroment Protect Agency – agência americana de proteção do meio ambiente), o metanol “é considerado um veneno cumulativo devido à baixa taxa de excreção, uma vez absorvido. No corpo, o metanol é oxidado em formaldeído e ácido fórmico; ambos esses metabólitos são tóxicos.” Daí recomendam um limite de consumo de 7.8 mg/dia. Ora 1 litro de uma bebida adoçada com aspartame contém cerca de 56 mg de metanol.

Os sintomas do envenenamento com metanol incluem: enxaquecas, zumbido, vertigem, náusea, perturbações gastrintestinais, debilidade, vertigem, frios, lapsos de memória, entorpecimento e dores nas extremidades, perturbações de comportamento, neurite e problemas visuais como vista nublada, redução progressiva do campo visual, visão borrada, visual obscura, dano de retina e cegueira.

Convém mencionar que devido à falta de um par de enzimas, os humanos são muitas vezes mais sensíveis aos efeitos tóxicos do metanol do que animais. Logo, os testes com aspartame ou metanol em animais de laboratório não refletem os riscos para os humanos.

DIKETOPIPERAZINE.jpg

O que é Diketopiperazine DKP e o que provoca

DKP é um subproduto do aspartame produzido ao ser metabolizado pelo organismo ou em produtos líquidos que contenham aspartame e tenham estado armazenados por longo período de tempo.

O DKP está associado a tumores cerebrais (pois quando nitrosado no intestino, produz uma combinação semelhante a N-nitrosourea, uma poderosa causa química de tumor cerebral), pólipos uterinos e mudanças metabólicas do colesterol no sangue.

Mais uma vez, ironicamente, a G.D. Searle conduziu experiências animais sobre a segurança do DKP. Porém tais pesquisas ao serem analisadas apresentaram diversos erros.

Conclusão

Na hora de comprar Leia os ingredientes.jpg

Desta forma e dados os amplos estudos sobre aspartame, a melhor opção pela lógica será não o consumir.

Além disso, a leitura dos ingredientes dos rótulos, é um hábito bastante importante para ter a exata noção do que irá comer.

Segundo o Dr. Lair Ribeiro:

“Se é diabético ou quer substituir o açúcar por adoçante é má escolha.”
“Entre adoçante artificial e açúcar eu fico com açúcar, apesar de ser prejudicial.”

Alternativas ao Aspartame

Alternativas mais saudáveis para adoçar: frutas como tâmaras, maçã ou banana, xarope de tâmaras, mel (de preferência sem o aquecer), açúcar de côco, rapadura, açúcar mascavo, açúcar demerara ou até mesmo açúcar amarelo.

Espero ter ajudado.
Até breve, Lígia

Alguns dos sites consultados:

Este artigo apenas pretende elucidar sobre os perigos de consumir aspartame, tendo sido baseado em informações e pesquisas transmitidas por médicos. Caso tenha algum problema de saúde, consulte um médico ou homeopata, conforme o tipo de medicina que prefere.

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