Porque abandonei as panelas antiaderentes de Teflon?

teflon-gh-10-01-1965-244Quando comecei a utilizar as panelas de Teflon, fiquei encantada, nada pegava, ovos fritos, panquecas e crepes saíam sempre bem. As frigideiras antigas começaram a dar lugar aquelas maravilhas antiaderentes. Assumiram um lugar privilegiado na cozinha, serviam para cozinhar quase tudo. Ora porque não? Nada pegava e a ideia de facilitismo era música para os meus ouvidos. Com o passar do tempo, ia surgindo um risquinho aqui, outro ali, mas continuavam a cumprir o seu objetivo: cozinhar sem colar!

Porém, tal como toda a paixão acaba, o meu encantamento pelo Teflon começou a murchar quando me deparei com esta informação:

As propriedades antiaderentes do teflon provêm de um tóxico quase indestrutível chamado ácido perfluoro-octanoico PFOA. Esta substância química sintética, além de tóxica, é cancerígena e está ligada a desenvolvimento de cancro, deformações em fetos e problemas de fígado.

Como assim? Cancerígeno? Tóxico? Tinha de saber mais…

O que é Teflon?

O Teflon é uma substância antiaderente composta por PFOA e outros químicos perfluoretados. É utilizado como lubrificante e como revestimento de diversas superfícies.
Ao ser submetido a calor liberta PFOA e mais 14 outros gases e partículas, alguns cancerígenos e outros tóxicos, comprovados por estudos feitos ao longo de 50 anos e revistos pelo Environmental Working Group.

A maioria dos gases tóxicos libertados pelo teflon não tem cheiro, nem cor. Pela sua extrema toxicidade destacam-se: PFIB (perfluoroisobuteno), agente de guerra química 10 vezes mais tóxico do que o fosgênio utilizado na 1ª e 2ª Guerra Mundial; COF2 (fluoreto de carbonila), análogo ao flúor fosgênio; AMF (ácido monofluoracético), gás mortal mesmo em doses baixas; e HF (ácido fluorídrico), gás altamente corrosivo.

Teflon VENENO.jpg

Ok liberta tóxicos, mas a que temperatura?

Em testes de laboratório, ratos e pássaros morreram ao inalarem os gases libertados pelos teflon aquecido a 280ºC, sendo que algumas pesquisas tiveram o mesmo resultado a 240ºC.
Sabendo que a carne começa a cozer aos 260ºC, dá que pensar…
Porém, bastam 5 minutos em qualquer fogão para a frigideira de teflon atingir os 360ºC. E aos 360ºC são libertados pelo menos 6 dos gases tóxicos, para além de aos 290ºC já ter libertado diversas partículas oxidadas.
Aos 470ºC começa a libertar outras partículas e PFIB, o tal agente de guerra química. A temperatura de assar é superior a 470ºC.

Teflon-Dangers-e1412130445259.gif

Então o que fica na comida?

Teflon o que fica na comida.jpg

Todas as substâncias libertadas pelo Teflon. Para além de serem inaladas, passam para os alimentos e têm efeito acumulativo no organismo, podendo permanecer na corrente sanguínea durante 4 anos. Se houver um risco pequenino na frigideira, as emissões são multiplicadas por 1000!

E o que provoca na saúde a longo prazo?

A lista de problemas de saúde potenciados pelo teflon é longa, destacam-se os seguintes:

  • desequilíbrio hormonal (dificultando a perda de peso);
  • infertilidade;
  • defeitos de nascença;
  • doenças da tiroide;
  • problemas/alterações/doenças nos pulmões, cérebro, próstata, testículos, mamas, rins, pâncreas, fígado e timo;
  • cancro e tumores.

E agora???

Olhei para aquelas práticas frigideiras de teflon empilhadas na cozinha e pensei… que chatice… Tal qual lindas maçãs envenenadas, eram apelativas mas altamente prejudiciais. Ainda levei algum tempo para me desfazer delas, a última a abandonar o barco foi a frigideira de crepes…

Que frigideiras comprei?

Dado que o alumínio é prejudicial ao organismo e principalmente ao cérebro, era impensável esse tipo de panelas.

Já agora se utilizar papel de alumínio, coloque-o com a parte brilhante em contacto com a comida para não migrar alumínio para a comida. As indústrias apenas fazem polimento a um dos lados por ser mais em conta.

Em relação a frigideiras de cerâmica, as mais comuns são de alumínio e têm uma cobertura de cerâmica tão fina que em pouco tempo fica toda estalada. Entretanto achei umas no supermercado Lidl em inox com cobertura de cerâmica que me pareceram bem boas. Quanto à durabilidade, o tempo o dirá.

Então quais as panelas e frigideiras que mais uso na base diária? As de inox 18/10. Fui substituindo-as gradualmente. Se tiver dúvida sobre a qualidade de inox, basta fazer o teste do ímã: se o ímã ficar grudado no inox, não compre a frigideira, pois não é inox do bom.
Para o forno, utilizo, principalmente, vidro resistente ao calor ou formas 100% silicone (na hora de escolher formas de silicone, escolha apenas as que vêm certificadas como sendo 100% silicone – silicones muito baratos não certificados, podem conter plástico).

Explicação sobre o Teste do Imã:
Aço inoxidável é uma liga de ferro com 18% crómio e 10%, 8% ou 0% de níquel.
O níquel é o metal que torna o aço inoxidável resistente à corrosão. Quanto menos níquel, mais frágil será a panela, havendo um maior desgaste e logo mais micro fragmentos na comida aí cozinhada.
Se o imã grudar significa que não tem níquel. No entanto há duas interpretações:
→ é bom pois o níquel é de evitar;
→ é ruim, pois o níquel é que dá resistência e durabilidade à panela.
Então talvez seja pior ingerir micro fragmentos de ferro e crómio a um ritmo mais acelerado do que ter níquel.
Uma informação interessante que encontrei foi que o cobalto, ferro e níquel são os únicos metais que atraem ímãs. Então achei estranho uma panela com ferro e níquel não grudar o imã. Porém deduzo que como o ferro tem mais magnetismo que o níquel, então se a panela tiver menos níquel, terá mais ferro → mais atração → o imã gruda.
Avaliando a situação, a nível de inox e independentemente do imã, suponho que o melhor será o 18/10 de uma marca de confiança. Aliás, as marcas de qualidade (como Silampos) optam por panelas com 3 camadas de metal:
– a camada de contacto com o alimento, com aço inoxidável 18/10;
– a camada interna de alumínio para distribuir uniformemente o calor, pois o aço inoxidável não o consegue fazer;
– a camada externa de contacto com o lume em aço inoxidável ferrítico.
As panelas de menos qualidade usualmente têm apenas uma camada de aço inoxidável 18/10 ou 18/8 ou 18/0.

💡 A minha experiência com Inox 💡

No início foi um bocado stressante, até que me apercebi que tudo o que leva ovo (clara e gema) não cola no inox, desde que a temperatura esteja alta o suficiente.

COMO fazer crepes ou fritar ovos sem grudar?

1. Coloque o lume no máximo e uma colher de chá de banha ou óleo de côco na frigideira.

2. Quando começar a aparecer umas ondinhas, pode colocar a massa de crepes ou o ovo que já nada pega.
No óleo de côco as ondinhas aparecem por toda a frigideira, na banha aparece só nas bordas (no caso da banha, cuidado com os salpicos).
Para saber se já pode colocar a massa, experimente colocar uma pinga, se não pegar está no ponto.
Das primeiras vezes talvez terá de fazer uma ou duas tentativas, mas depois apanha-lhe o jeito. Tem de utilizar uma espátula também de inox, pois as espátulas ou colheres de melamina não servem.

3. Após começar a cozinhar, pode baixar o lume para médio ou baixo.

Quanto a carne e peixe, continuei a cozinhar como fazia antes e nunca grudou nem queimou nada.


Em suma, quem quer respirar e ingerir tóxicos, altamente nocivos, acumulativos e não biodegradáveis, libertados num simples ato de cozinhar?


Mais informações também em http://www.mercola.com

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6 thoughts on “Porque abandonei as panelas antiaderentes de Teflon?

  1. O teste com ímã na minha opinião é o contrário, se o ímã grudar bem a panela é boa, se é aço de verdade tem que atrair o imã, se não atrair é porque é outro material simplesmente cromado.

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    1. Olá, muito obrigada pelo comentário 🙂 . Realmente quando escrevi este artigo, apenas retransmiti a dica do imã que me tinham dado. Fui pesquisar sobre isso e pelo que estive a ler, estas foram as conclusões a que cheguei:
      Aço inoxidável é uma liga de ferro com 18% crómio e 10%, 8% ou 0% de níquel.
      O níquel é o metal que torna o aço inoxidável resistente à corrosão. Quanto menos níquel, mais frágil será a panela, havendo um maior desgaste e logo mais micro fragmentos na comida aí cozinhada.
      Se o imã grudar significa que não tem níquel. No entanto há duas interpretações:
      → é bom pois o níquel é de evitar;
      → é ruim, pois o níquel é que dá resistência e durabilidade à panela.
      Então talvez seja pior ingerir micro fragmentos de ferro e crómio a um ritmo mais acelerado do que ter níquel.
      Uma informação interessante que encontrei foi que o cobalto, ferro e níquel são os únicos metais que atraem ímãs. Então achei estranho uma panela com ferro e níquel não grudar o imã. Porém deduzo que como o ferro tem mais magnetismo que o níquel, então se a panela tiver menos níquel, terá mais ferro → mais atração → o imã gruda.
      Avaliando a situação, a nível de inox e independentemente do imã, suponho que o melhor será o 18/10 de uma marca de confiança. Aliás, as marcas de qualidade optam por panelas com 3 camadas de metal:
      – a camada de contacto com o alimento, com aço inoxidável 18/10;
      – a camada interna de alumínio para distribuir uniformemente o calor, pois o aço inoxidável não o consegue fazer;
      – a camada externa de contacto com o lume em aço inoxidável ferrítico.
      As panelas de menos qualidade usualmente têm apenas uma camada de aço inoxidável 18/10 ou 18/8 ou 18/0.
      Atentamente Lígia

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  2. Você conheceu a Royal Prestige? Garanto que seus problemas com liberação de metais pesados será resolvido com os nossos sistemas de saúde.Posso te apresentar ?

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    1. Olá Marta, em Portugal a marca mais conhecida é a Silampos. Realmente não conheço a Royal Prestige. Para já não preciso de mais panelas, mas gostaria sim de receber mais informação sobre a marca. Obrigada.

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